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COMUNICAÇÃO, LINGUAGEM - A intervenção fonoaudiológica
Indice del artículo
COMUNICAÇÃO, LINGUAGEM
Noções preliminares
A linguagem de crianças e de pessoas com Síndrome de Down
A intervenção fonoaudiológica
A fala nas crianças com síndrome de down
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A intervenção fonoaudiológica

A INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA OU TERAPIA DA LINGUAGEM

A maior parte dos comentários a seguir faz referência a conselhos para pais, mas também podem ser levados em conta pelos profissionais. Apesar de que a maior parte do trabalho deve ser realizado em casa de um modo natural, também é importante que a criança com síndrome de Down vá a um especialista em linguagem e fala, um fonoaudiólogo, que trabalhe diretamente com a criança e indique as diretrizes aos pais. Por outro lado, a eficácia desta intervenção não termina na adolescência, como se pensava antes. Em meados dos anos 1990 estudos importantes indicam que é provável uma contínua melhora da linguagem, tanto no nível compreensivo como expressivo, na maioria das pessoas com síndrome de Down. O mesmo parece ocorrer com a inteligibilidade.

Mas, se é verdade que a fonoaudiologia é eficaz durante muitos anos da vida de uma pessoa com síndrome de Down, também é verdade que quanto antes tenha começo, melhor. Por que esperar que as dificuldades sejam evidentes? Melhor começar antes, para tratar de preveni-las. Apesar das diferenças nos bêbes não serem grandes em relação aos bêbes que não tem a síndrome de Down, estas ficam mais acentuadas por volta dos dois anos, quando a maioria das crianças já fala e os que têm síndrome de Down não.

Na hora de escolher o profissional que vai se encarregar do tratamento fonoaudiológico, é importante procurar uma pessoa cujo trabalho se caracterize por incorporar de maneira destacada os pais. Tem-se comentado sobre a importância de um ambiente natural na estimulação da linguagem. Por isto, é fundamental o envolvimento dos pais no processo. Este envolvimento deve ser mútuo e recíproco. Isto é, por um lado, os pais devem exigir um profissional que conte a eles como vai seu filho, quais são os avanços e quais os objetivos que estão trabalhando. Mas o envolvimento também responsabiliza os pais, que se tornam protagonistas do processo de ensino de seu filho.

Quanto aos métodos adequados, é importante o uso da comunicação total. Isto faz referência ao apoio em sistemas aumentativos de comunicação, sejam de sinais, figuras ou palavras. As pessoas com síndrome de Down têm dificuldades de audição, na diferenciação de sons, nos movimentos e na memória de curto prazo. Por isto, os sinais e a leitura, por serem formas visuais de linguagem, constituem um recurso importante de apoio.

O terapeuta poderia ensinar os pais alguns sinais, para que fizessem de maneira natural enquanto falam. Não se trata de apoiar toda a conversação, por exemplo, com o bebê, ao dizer a ele "mamãe", pode-se usar o sinal "mamãe". Deste modo, além de dar outra referência à palavra, chama mais a atenção do bebê, que olha seu pai para ver o que faz.

É evidente que as técnicas de reabilitação fonoaudiológicas estão avançando, porque na atualidade o nível de linguagem adquirido pelas pessoas com síndrome de Down é maior que o esperado há 20 anos. Tendo em vista a experiência dos últimos anos, uma intervenção adequada pode significar o ganho de um ou dois anos no desenvolvimento lingüístico. Assim, durante o primeiro ano se deve realizar um treinamento pré-lingüístico sistemático, e no segundo ano intercalar sinais gestuais com as palavras, o que favorece a aquisição de vocabulário e o início da comunicação mediante uma linguagem estruturada. A partir dos dois ou três anos, é recomendável iniciar o ensino da leitura. (Rondal, 2001).


Tradução para Canal Down21: Ubiratan Garcia Vieira